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Brasil é o país que mais perde alunos nas universidades americanas

22 de Novembro de 201642

Declínio do Ciência Sem Fronteiras reduz em 18% estudantes brasileiros em graduações nos EUA. Dados são da pesquisa anual Open Doors.

Foto: IIE
A conselheira-executiva do IIE, Peggy Blumenthal, durante o lançamento do estudo

A relatório anual Open Doors, produzido pelo Institute of International Education (IIE) com recursos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que verifica quantos alunos estrangeiros estão estudando em universidades daquele país, constatou que houve uma debandada dos estudantes brasileiros, sendo o Brasil o pais que mais retirou alunos entre os países estudados.

A temporada 2015/2016 mantém 19.370 estudantes brasileiros nos EUA, ou 18,2% menos do que na temporada anterior (2014/2015). É a maior baixa relatada pelo Open Doors neste ano, seguida pela queda no número de sul-coreanos, bem menos impactante (- 4,2%). Outros 14 países analisados pelo estudo tiveram aumento ou queda inexpressiva no número de cidadãos estudando nos EUA.

O relatório atribui a queda de alunos brasileiros principalmente à "interrupção" do programa Ciência Sem Fronteiras, que após cinco anos, cancelou as bolsas para graduação em julho passado, após a posse de Michel Temer, mantendo apenas os bolsistas já contemplados. O programa já vinha tendo dificuldades nos últimos anos e novos editais estavam cancelados desde 2014.

O Ciência Sem Fronteiras é um programa que levava graduandos, principalmente de baixa renda, para estudar no exterior, e foi responsável por elevação que já chegou a 170% no número de alunos apurados pelo mesmo IIE. O Brasil chegou a ter mais de 24 mil alunos estudando nos EUA por esse programa. No total, o Ciência Sem Fronteiras chegou a dar 83 mil bolsas por ano a estudantes brasileiros estudando em 43 países.

Houve também, com impacto no resultado final, grande redução no crescimento do número de alunos da Arábia Saudita. Há nos EUA 61.287 alunos do país árabe fazendo graduação, e o crescimento neste ano foi de 2,2%, porém este foi o menor crescimento em número de alunos daquele país no últimos anos, após um período de crescimento intenso. Isso deve-se a restrições impostas pelo governo árabe, que passou a permitir a ida apenas de alunos aceitos nas 100 melhores universidades e nos 50 melhores programas de intercâmbio.

Na conta final, o número de estudantes estrangeiros em graduações nos EUA cresceu neste ano 7,2% (com um total de 1.043.839 alunos).

O estudo também constatou um declínio no número de alunos norte-americanos vindo estudar no Brasil, com uma queda de 9%, para 3.836 estudantes.

Leia mais informações sobre o estudo aqui.

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