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Só escolas grandes estão crescendo no Brasil

06 de Junho de 201701

Instituições privadas com maior número de alunos crescem, enquanto o número de pequenas se mantém ou diminui

Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)

As instituições de ensino superior (IES) com até 3 mil alunos são ampla maioria no Brasil, mas estão cedendo espaço para instituições maiores e a um processo de consolidação em que só as maiores crescem. É o que se percebe pelos dados da Análise Setorial da Educação Superior Privada - Brasil/2017, publicação lançada na semana passada pela consultoria Hoper, focada no setor educacional.

Segundo esta análise, as instituições de ensino com até 3 mil alunos são 82% do total (sendo que 43,3% têm até mil alunos), mas em 2009 eram 88% (com quase metade, 48,7%, com até mil alunos).

Nas seis categorias indicadas pela publicação neste recorte, que comparou ano a ano o número de alunos desde 2009 até 2015 (ano com dados divulgados com dados mais recentes pelo Censo da Educação Superior), o número de IES com até 500 alunos caiu 9% (de 990 para 898) no período. O grupo das que têm entre 501 e mil alunos caiu 13% (de 387 para 337).

As que têm 1.001 a 3.000 alunos cresceram 13% na comparação com 2009 (de 413 para 467 IES) mas diminuíram 1,2% na comparação com o ano anterior, 2014 (473 para 467). O mesmo ocorre com as que têm entre 3.001 alunos e 8.000 alunos: cresceram 55% na comparação com 2009 (foram de 147 para 229), mas caíram 4% ca comparação com 2015 (de 239 para 229).

O crescimento indiscutível aconteceu só entre as maiores. O número das IES com 8.001 a 15.000 alunos passou de 61 a 71 (crescimento de 16%) na comparação de 2009-2015; e de 68 a 71 (crescimento de 4,5% em 2014-2015). As que tem acima de 15 mil alunos são as que mostraram maior evolução: quase dobraram, crescendo 97% (passaram de 34 a 67 em 2009-2015) e, só no último anoda série, cresceram 45,6% (de 46 a 67 em 2014-2015).

Isso acontece apesar de o mercado como um todo estar crescendo menos do que o esperado. Segundo Paulo Presse, consultor da Hoper e coordenador geral da publicação, o mercado como um todo cresceu cerca de 1% no último ano, com raros nichos de maior prosperidade, como a educação a distância, por exemplo, que tem crescido a um percentual de cerca de dois dígitos por ano (nesta modalidade, pela avaliação da publicação, a crise foi benéfica, já que são cursos geralmente mais baratos, por proporcionarem maior ganho de escala).

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